Verde

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Boris estava em sua aula particular de lógica avançada. Como bom burguês era necessário para Boris aprender tal faculdade para adocicar o seu humor de bruto que tinha adquirido ao longo da guerra. Guerra que em troca lhe tinha tomado metade de sua visão perdendo um olho para um inimigo qualquer. Agora a vida tinha voltado ao seu normal e nada podia ser feito contra isso. O seu mestre o aborrecia profundamente e mesmo sendo uma aula particular o caolho não entendia metade do raciocínio de seu tutor.

De repente Boris percebeu uma pólvora, uma pólvora verde que estava em sua roupa e parecia sair da sua sacola de estudos. Este examinou o material e o guardou para examiná-lo na sua aula de ciência que vinha em seguida desta aborrecida matéria. O resto do produto ele o assoprou respandindo aquele pó em toda sala.

Ao inspirar o produto seu tutor começou as contorcer de dor pressionando fortemente as mãos contra cabeça e gemendo como um cão. Boris se aproximou do homem agonizante, mas em pouco tempo este parou de se mexer e a vida o deixou.
Intrigado com a morte do velho Boris levou o corpo a sua aula de ciências que ficava no necrotério do hospital. Esta aula era mais inspiradora as memórias de sangue da guerra o ódio tudo ficava mais fresco e fazia mais sentido para o brutamonte que era Boris.

Abriram o corpo do tutor, não encontraram nada. Ao abrirem a cabeça mais pólvora verde se expandiu no ar nem Boris nem o médico tiveram problemas com a substancia mas um jovem garoto que prestava a suas ultimas homenagens a sua vó começou a gemer de dor seus olhos ardiam.

Pouco a pouco os choros do garoto mudaram da dor para o medo. O menino de olhos fechados se encolheu num canto do necrotério e ficou lá. Suas calças estavam encharcadas de urina e seus pais não sabiam o que fazer. O médico ao se aproximar para examinar a pobre criatura percebeu que a cada passada em direção a criança ela se encolhia mais como se tivesse medo dele. Ao chegar perto do garoto este convulsionou até a morte. O médico levantou e começou a raciocinar sobre o caso. Perguntou a Boris quando o homem morreu de fato de onde vinha a bolsa e o que poderia ser este pó. Chegou à conclusão que o pó não afetava os homens da guerra como ele e o seu aluno.

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